Filmes, em geral, podem acrescentar uma nova visão a nossas mentes sobre fantasia e realidade. É estabelecido na mente dos muitos curiosos que a arte, em todas suas formas, atribui isto. No entanto, os filmes tem um destaque na comunicação e informação desses aspectos por conta de sua força tanto na imagem como no som. Por conta disso, esta forma de arte é apreciada por muitas pessoas e, para gostar, você não precisa entender de "tudo do cinema". Você é o espectador, você aprecia ás vezes sem entender exatamente a mensagem - bom, você pode entender depois -, mas acaba se maravilhando e tomando gosto. Não exatamente por tudo, porquê sempre temos opiniões sobre tudo e alguns materiais se tornam mais relevantes do que outros na percepção do individuo.
Depois de toda essa introdução densa e meio cientifica (hahaha!) sobre o cinema, poderia falar também do mercado japonês quanto a questão. Não sei se todos vocês (leitores) são familizados com o termo animê que é geralmente direcionado aos desenhos animados, mas vocês podem encontrar alguns filmes, disponibilizados ou não para as telonas do Brasil ou então vindo diretamente como DVD, tendo essas características. Em sua maioria, personagens com os conhecidos olhos grandes e outros traços que podem causar certo impacto para os quais estão acostumados com outros derivados de cartoons. Só que são animações como qualquer outra, disponibilizando uma mensagem e, por mais que não possa parecer para uns e outros, estabelecendo assuntos relacionados às preocupações humanas.
E bem, os japoneses, na brincadeira, levam a sério esse aspecto (?)
Aqui vão alguns filmes selecionados para essa primeira parte de indicações que podem valer a pena para o lazer e análise de vocês =)
Então, bora?
Metropolis (2001)
Metropolis, dirigido por Rintaro e tendo seu script escrito pelo mangaká/scriptwriter responsável pelo bem falado Akira (a pessoa sendo Katsuhiro Otomo), é uma adaptação de um mangá produzido pelo eterno mangaká Osamu Tezuka e, ao mesmo tempo, bastante inspirada pela trama do filme germânico de mesmo nome. É a primeira diferença entre mangá e filme, pois o mangá apenas tem como inspiração do Metropolis (1921) a capa de uma robô sendo criada.
No animê/filme encontramos um tema forte que não era encontrado na obra original: uma sociedade plutocrática e distópica onde se foca uma interação entre os robôs (os quais tem um tratamento social com discriminação que você pode comparar com a história dos escravos daqui do Brasil com seus colonos) e os seus mestres humanos, algo que vocês também podem encontrar muito no mangá e adaptações de outra obra de Tezuka (Astro Boy) caso vocês tiverem a curiosidade de examinar.
Então, esse ponto trazido para a adaptação é importante para o desenvolvimento da trama do filme: a cidade-título do filme é futurista, onde os humanos e os robôs coexistem onde seu considerado líder, chamado de Duke Red, visualiza a construção de um massivo arranha-céus chamado de "Ziggurat" com a intenção de estender o poder da humanidade sob o planeta. Entretanto, um robô interrompe a abertura e o filho de Duke Red, Rock, dispara um tiro contra ele. Este personagem tem uma visão alta sobre o pai, além de ser extremamente antipático com robôs a ponto do jovem encabeçar um grupo de vigilantes com esta mesma razão.
Enquanto isso, temos o detetive Shunsaku Ban e seu sobrinho Kenichi, os quais viajam para Metropolis para capturar Dr. Laughton, um cientista insano procurado por tráfico de órgão, quem possui uma ligação com os planos secretos que Duke Red orquestra para o arranha-céu. Rock, quem não deseja que o objeto da ambição do líder possa ultrapassá-lo (seu pai), incendia o laboratório de Dr. Laughton após atirar contra o homem. Shunsaku e Kenichi acabam encontrando a pessoa que procuravam naquela cidade. Então, a história se procede ao seu clímax quando o detetive recebe o caderno do doutor e seu sobrinho encontra uma menina que chamam de "Tima".
Motivo de assistir: É interessante o filme por conta da amizade entre Kenichi e Tima, as crianças que agem companheiras uma da outra até determinado momento: quando toda a relação de "Tima" com os planos de Red, motivo pelo qual Rock caça os dois e Shunsaku, fazem-os se separar pelo impacto que isso faz a "Tima". Não só por conta desses dois jovens, como também pela forma como a sociedade trabalha no filme, as ações dos demais personagens e pela animação em si que achei bem-elaborada. E o choque de humanos/robôs também.
Tima |
Nisto, começa o ápice da trama até o final aberto a uma esperança de um futuro mais pacífico. É uma opção bem interessante de assistir para quem gosta de histórias futuristas, sobre pontos de discriminação entre classes e sobre relações de sentimento humano. Temas que são bem discretos na história, mas aparecem que no percurso dos acontecimentos.
Princesa Mononoke (1997)
San (a Mononoke-hime do título) e Moro. |
Por conta disso, não sei se há o filme em DVD pelos cantos mais acessíveis do Brasil para o povo em geral ver, mas ouvi/li/pesquisei que há alguma versão dublada ou legendada do filme. Mas acho que isso pode ser remediado vendo pela internet para quem não tem condições de comprar ou comprar de revendas ou vendas em vários sites online. Então, de todo modo, dá pra você assistir escolhendo as alternativas possível que você for ver.
Kodamas~ |
um "demônio" que acabou possuindo um Deus-Javali (Nago, um "deus da maldição"). O último príncipe daquele vilarejo, nosso jovem heroí Ashitaka, consegue matá-lo antes que chegasse no local. No entanto, a corrupção alcança seu braço, dando a ele uma característica peculiar: uma agilidade de luta sobrehumana, como isto também irá matar o rapaz.
Através do conselho de uma mulher sábia do vilarejo, Ashitaka vai para as terras ocidentais de onde veio o deus corrompido por conta de uma bala de ferro alojada em seu corpo. Durante esse percurso, o jovem encontra Jigo (um monge errante) que conta sobre a possibilidade de Ashitaka conseguir ajuda do Espírito da Grande Floresta (O Deus-Veado ou, como podem chamar, Shishi-gami) que possui uma determinada forma durante o dia e uma outra determinada forma durante a noite. Próximo de onde eles estão, um comboio liderado por Lady Eboshi (
Lady Eboshi e sua gente |
Então, no dia seguinte, Ashitaka encontra dois homens machucados da 'Cidade de Ferro'. Também acha San e o clã de lobos, os quais o ignoram quando ele os cumprimenta (em um ponto mais distante do percorrer da trama, eles e Ashitaka tem um relacionamento que vai se tornando diferente e... Bem, preparem seus coraçãozinhos por Ashitaka/San) e saem dali. Logo, nosso heroí carrega os dois feridos através da floresta, encontrando os kodama (pequenos espíritos do folclore japonês que as pessoas crêem que morem em certas árvores e que estes convivam em bandos) e tendo uma visão do Espírito da Grande Floresta.
Na 'Cidade de Ferro', Ashitaka é esclarecido através de Lady Eboshi sobre mais ou menos o que ocorre: ela havia construído a cidade por meio de cortar florestas para poder obter "areia de ferro" e assim produzir internamente o ferro. Ali, é um lugar para os "estranhos da sociedade", como trabalhadoras de prostíbulos e leprosos (os quais são contratados como defensores armados contra a ameaça dos deuses da Floresta, estes possuindo um conflito com os da 'Cidade de Ferro' por conta das florestas serem prejudicadas). Também é revelado sobre ela ser quem atirou em Nago e sobre San (quem ela chama de Mononoke-hime) ter um ódio profundo por humanos. E assim, a história vai até seu clímax.Ashitaka + arco&flecha |
Motivo de assistir: Fora o que já foi colocado antes de eu contar um pouco sobre a trama para vocês terem a curiosidade de ver o filme (o que eu acho sempre melhor) para ter uma maior ideia sobre os conflitos até o final, o filme é excelente.
BOOORBOLETAS~ |
Recomendado para todos (já antecipo sobre ter algumas cenas com sangue e um pouco de violência, porém eu acho que as crianças podem aprender uma coisa muito legal/boa disso mesmo com esses detalhes porquê o filme preza valores), principalmente para assistir com a família ou com seus amigos (com pipoca e suco/refrigerante, hehe!) porquê é algo que todo mundo pode curtir e certamente tirar uma reflexão crítica.
A Viagem de Chihiro (2001)
A menina e, bom, os porquinhos |
Mas enfim... luzes, câmera eeeeeeeee ação!
Chihiro no começo :B |
Os pais, curiosos, atravessam o túnel. Chihiro, ainda que tenha medo de explorar um lugar desconhecido, acaba indo junto. Terminando de atravessar, eles encontram o que parece o lugar de espera de uma estação pelos bancos (embora as construções antes do túnel possam sinalizar que pode ser algum local sagrado). Depois, os três descem uma área de local aberto para se encontrarem com o interior do "parque de diversões" com vários resturantes - de onde os pais de Chihiro sentem "um cheiro delicioso".
A heroína da vez |
A questão é que, depois de tudo isso, você acha não espera muita coisa. Tudo bem. Você pode esperar. Mas você pode ter a impressão de que talvez Chihiro esteja com uma "noía" quanto a coisa por a) ela ser meio imatura por ser criança; b) ela ter medo do lugar, que tudo vai ficar bem (e comida!), mas a questão é que... Bom...
Era seguro mesmo ela não ter comido aquela comida visualmente apetitosa.
Depois que Chihiro tentou raciocinar com seus pais sobre o senso de que eles não deveriam estar ali, mas acabou sendo ignorada - e assim que provaram a comida, seus pais não pararam de comer. Por conta disso, a menina acaba explorando o local, vê uma torre vermelha depois de algumas escadas e... ta-ta-tam... Uma casa de banhos. Lendo o termo, você pode me questionar: "Ok, mas o que tem demais?"
Ok, coleguinha, estamos chegaaando lá~ Então, explorando a ponte e vendo sobre ter um trem debaixo dele, nossa heroína se vira e encontra um garoto que brotou... do nada. O menino estranho logo diz, preocupado, que ela não pode ficar pelo local e que a menina tem que sair de lá antes do anoitecer. Enquanto ele tenta distrair "o que ainda não sabemos que está por lá", Chihiro vai rápido pelas escadas, se vira e pergunta pra si mesma mais ou menos isso: "Qual é o problema dele?". Mas resolve seguir o conselho enquanto já havia escurecido, vai entre as filas de restaurantes, agora cheios de espíritos e vai até onde seus pais estavam...
E eis que os dois tinham virado porcos. Eu sei que eles já estavam comendo até demais e que não estavam parando, mas o que estou dizendo é que os pais dela LITERALMENTE viraram porcos. Por isso, crianças (e jovens), tenham muito muito cuidado com comida de desconhecidos que não se mostram - E, como podem já adivinhar, a Chihiro se safou por conta de seu "radar de coisas que não deveriam estar aqui". Logo ela fica um tempo tentando processar que diacho estava acontecendo quando finalmente algum funcionário (uma sombra também?) do restaurante aparece com um chicote pra cima dos récem-porcos. Claro que ela imagina que tem se enganado e vai correndo pra encontrar seus pais que, segundo o que seria lógico no mundo humano e na mente dela, não eram aqueles porcos. E tudo que ela vê eram aquelas "sombras" passeando pelas aquelas ruas. Em desespero porquê está sozinha sem seus pais, ela logo corre assustada e tenta o caminho de volta com a esperança de que eles estejam lá. No entanto, a saída para aquele universo estranho tinha sido "imundado" por um rio. E, assim, pode-se ter uma ideia que aquele túnel era um portal para uma realidade alternativa.
No outro lado do dito rio, existia o que parecia ser uma cidade com luzes (com a torre, onde tinha o túnel, funcionando bem e várias construções ao redor). Chihiro não acredita no que está vendo, querendo acreditar que tudo aquilo era apenas um sonho e, querendo que isto seja verdade, ela deseja acordar de tudo aquilo para seus dias normais. Mas assim que ela deseja aquilo aparecer e com um barco luminoso se aproximando, Chihiro nota que ela estava ficando "transparente"... Ela estava desaparecendo.
Então, o barco chega à beira onde estava a nossa heroína e dali saem filas de "papéis". (Na cultura japonesa, isso representaria os espíritos que vão para algum outro lugar. Estes, nas representações da cultura para as adaptações artísticas, geralmente tem "papéis" em suas faces ou algum tipo de "chapéuzinho de papel"). Assim que estes chegam na terra juntamente com suas sombras, materializam-se uma espécie de pano vermelho e o que parece ser um chapéu, além de outras diferentes vestimentas e volumes. Chihiro, com mais medo ainda daquilo tudo, sai dali.
Enquanto isso, Haku, o "menino que brotou do nada", verifica onde havia ido a tal garota humana (nossa Chihiro) para ver se esta estava segura ou se ela tinha ido embora como ele sugeriu. O garoto a descobre encolhida ao lado de uma elevada ladeira por onde os fantasmas estavam indo e vai até a menina. Quando o menino chega perto dela, assegurando que estava tudo bem porquê ele é amigo dela, a criança, com toda aquela descarga de coisas "surreais", estava atônita. Ele oferece algo para Chihiro comer, pois "se você não comer nada deste mundo, você irá desaparecer" e a heroína continua a entrar em negação até perceber que seus braços passavam por ele. Por uma razão boa, como os pais dela tinham sido transformado em porcos - a realidade meio que cai pra ela - por conta de comida. Mas Haku assegura que está tudo bem ela comer aquilo que ele oferece, pois a menina não iria se transformar em porco se mastigasse e engolisse.
Meio receosa e não desejando desaparecer, Chihiro mastiga e depois vê que... Bom, ela voltou a se pálpavel ao tocar na mão de Haku (YAY!). Após ficarem quietos por conta de um "pássaro estranho" pairando pelos ares até este sair dali para procurar por ela, segundo o que o garoto informa a nossa heroína, mas as pernas de Chihiro estão presas. Então, Haku faz uma recitação para que estas se tornem a mexer e logo corre com ela por aquelas bandas para tentar fazê-la escapar. Eles passam pela tal ponte do começo da história, ele tendo posto um feitiço nela para que ficasse invisível contanto que ela respirasse fundo. No entanto, chega um sapo falante que vai cumprimentar Haku (como ambos trabalham na "casa de banhos") e Chihiro se surpreende, fazendo-se revelar para o sapo que diz surpreso "Humana".
Assim, Haku consegue uma escapatória para os dois e eles ficam agachados em um jardim externo da casa de banhos para deuses, onde ele procede via telepatia uma explicação do percurso que ela deverá fazer até "o lugar onde se atiça o fogo", onde está Kamaji (um youkai - uma classe de monstros sobrenaturais no folclore japonês aranha), com quem ela deve insistir em conseguir um trabalho para que ela não seja transformada em 'bicho' pela feiticeira Yutaba (a qual era o "pássaro estranho"), uma figura de desproporções físicas que supervisiona a casa onde eles estão. É um conselho que Chihiro, para garantir sua sobrevivência no local, acaba seguindo. E, ah, ele sabe o nome dela sem a própria heroína dizer.
Como Haku sabe? Conhece ela desde que era pequena. Mas Chihiro não sabe dele, então como ele sabe? Mistério, então veja o filme pra saber. As pessoas da casa de banhos estavam perguntando onde ele se encontrava (pois o garoto também é um funcionário de lá) e, bem, Haku logo se despede por um tempo de Chihiro para que ela possa dar o prosseguimento do conselho do amigo que a heroína tem por aquele lugar estranho. Entretanto, Kamaji não precisa de mais nenhum trabalhador (seus trabalhadores são os pequenos susuwatari, youkais que Hayao Miyazaki criou, que são "assistentes de breu"), embora ela ajude a menina junto com uma trabalhora da casa de banhos (Lin, que é um espírito de uma fuinha na forma humana) e também de problemas maternos da feiticeira, sob a desculpa "ela é a minha neta", a conseguir ir com Yutaba um acordo de trabalho. Nisto, Chihiro passa, de acordo com o contrato, a se chamar de Sen - logo, você pode ter uma ideia inicial sobre o título em japonês ser "O Arrebatamento de Sen e Chihiro") e assim começa sua aventura ali.
Algo interessante a se acrescentar é o quão significante é a crença sobre o nome ter um grande poder, dentro do contexto do filme. É um tema dentro do folclore japonês que eu já havia observado em alguns outros animês, sobre a pessoa dar o nome para alguém este acabar fazendo desta servo ou escravo porquê "quem possui o nome controla o destino de quem o possui" porquê possui o nome. Logo, como as intenções de Yutaba não são as mais puras (interessante ressaltar que tanto ela como os funcionários possuem certa ganância e isto também influencia em um evento que envolve o personagem chamado No-Face, um espírito extremamente solitário que se chama na realidade Kaonashi, o qual incialmente tenta controlar seu vazio com gula - embora, no tempo do filme, ele realmente não se preocupe mais em comer. É uma espécie de personificação de "Você é o que você come", pois aquilo ele come acaba sendo absorvido como personalidade e provavelmente a aparência. Por conta de certo ato de bondade da Sen, ele acaba se afeiçoando com ela e a seguindo durante a história. Ele vai parecer algum monstro com o qual o espectador pode ter medo, mas você provavelmente pode se simpatizar com ele ao longo da história), enquanto Sen pensa em como salvar os pais que se transformaram em porcos e também em como libertar a si mesma, a nossa heroína acaba se esquecendo cada vez mais de ter sido Chihiro e esse detalhe, se fosse acabar se agravando, poderia fazê-la trabalhar naquela casa de banhos para deuses pelo resto da vida.
O garoto que brotou do nada: Haku |
É. O QUE TEM DEMAIS? 8D |
Não, Chihiro, não :/ |
Então, o barco chega à beira onde estava a nossa heroína e dali saem filas de "papéis". (Na cultura japonesa, isso representaria os espíritos que vão para algum outro lugar. Estes, nas representações da cultura para as adaptações artísticas, geralmente tem "papéis" em suas faces ou algum tipo de "chapéuzinho de papel"). Assim que estes chegam na terra juntamente com suas sombras, materializam-se uma espécie de pano vermelho e o que parece ser um chapéu, além de outras diferentes vestimentas e volumes. Chihiro, com mais medo ainda daquilo tudo, sai dali.
O barco |
Escondendo-se do "pássaro" |
No lugar com Kamaji e os "nanicos" susuwatari |
Como Haku sabe? Conhece ela desde que era pequena. Mas Chihiro não sabe dele, então como ele sabe? Mistério, então veja o filme pra saber. As pessoas da casa de banhos estavam perguntando onde ele se encontrava (pois o garoto também é um funcionário de lá) e, bem, Haku logo se despede por um tempo de Chihiro para que ela possa dar o prosseguimento do conselho do amigo que a heroína tem por aquele lugar estranho. Entretanto, Kamaji não precisa de mais nenhum trabalhador (seus trabalhadores são os pequenos susuwatari, youkais que Hayao Miyazaki criou, que são "assistentes de breu"), embora ela ajude a menina junto com uma trabalhora da casa de banhos (Lin, que é um espírito de uma fuinha na forma humana) e também de problemas maternos da feiticeira, sob a desculpa "ela é a minha neta", a conseguir ir com Yutaba um acordo de trabalho. Nisto, Chihiro passa, de acordo com o contrato, a se chamar de Sen - logo, você pode ter uma ideia inicial sobre o título em japonês ser "O Arrebatamento de Sen e Chihiro") e assim começa sua aventura ali.
No-Face, dois monstros transformados e Zeniba |
ò_o7=o3o "PÀAAA" E "YAAAAAY" \o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/ |
Motivo de assistir: É um filme divertido para assistir sozinho ou acompanhado (sempre recomendo assistir acompanhado :B). Por conta de umas e outras cenas, além de você acabar acompanhando os personagens mencionados e alguns outros que acabam aparecendo na história. Alguns onde tem mais ou menos foco de desenvolvimento (ou melhor, de mostrar mais sobre uns do que alguns outros por conta da necessidade da trama), mas todos os personagens dando um sentido de integração no filme. Há algumas nuances ecológicas muitas vezes presentes nos trabalhos de Hayao Miyazaki que também estão em A Viagem de Chihiro. Comparando ao conflito do filme (o de Chihiro/Sen indo pra uma aventura a fim de se libertar e a de seus pais), poderia ser um pouco semelhante à aventura da personagem principal de Alice no País das Maravilhas: só que ao invés de uma dimensão de possivelmente sonhos e nosense, é uma realidade alternativa com insinuações da cultura japonesa com seres sobrenaturais.
Chihiro a caminho de Kamaji |
É uma espécie de jornada onde a principal vai crescendo, amadurecendo mais do que era quando chegou ali. Enquanto Sen, Chihiro pôde experimentar uma metáfora da transição da infância para a fase adulta, como simbolicamente, durante o acordo entre as duas, Yutaba acaba fazendo a garota ter que sentir esse rito de passagem e ter que criar sua identidade. Na representação da ganância no Onsen (denominação japonesa para a casa de banhos, a qual tem águas termais), ela age, juntamente com a ligação com os amigos que a menina faz ali, como uma "luz" para alguns destes (poderia dizer que especialmente para Haku e No-Face, mas sinto que há outros personagens no "mesmo barco) também alcançarem um amadurecimento pessoal.
Enfim, caras, é um filme, assim como Mononoke-hime, de uma arte muito bem cuidada e trançada que vai parecer ao mesmo tempo simples e encantadora. Também tem uma boa trilha sonora que, como posso dizer, não rouba exatamente a "cena" do filme. Animação, efeitos sonoros, dubladores/seiyuus (seiyuus são os dubladores japoneses) e a história são partes de um pacote. Acho que provavelmente o filme pode ser um "petisco" para as crianças por conta da familiazação com uma protagonista mais ou menos da idade deles, mas todas as pessoas de todas as idades são capazes de curtir :)
É isso pessoal... Então... Vamos à última indicação envolvendo o Miyazaki nessa primeira parte...
O Castelo Animado (2004)
Seria o protagonista da vez? |
Então, antes de todo o bate-papo (monológo) sobre a ordem "Básico de ficha técnica + algum comentário 'inútil' + contar o enredo&mais comentários + motivo pra você assistir", vou contar primeiro algumas das razões que encaixei O Castelo Animado.
Primeiro é que é um castelo animado e quem já viu um castelo se movendo com pernas e com magia? Segundo porquê é uma adaptação: ainda que falar de animê possa fugir um pouco do que se vê mais aqui no blog da NOSSOS Romances Adolescentes, acho interessante pôr um filme do tipo e que também seja uma adaptação de um livro. Terceiro porquê o cujo livro de onde veio a inspiração é O Castelo Animado de uma (na minha opinião, mas você pode dar uma lida nos escritos da mulher pra você mesmo se encantar) fenomenal escritora britânica chamada Diana Wynne Jones.
Então, pode vir à sua cabeça sobre ler o livro primeiro para poder comparar com o filme porquê "livros sempre são melhores do que os filmes" e blablablabla e mimimimi e, por fim, argh. Ok se você pensa dessa maneira, mas o meu conselho é: Primeiro ver o filme ou primeiro ver o livro? Ah, velho, TANTO FAZ. *Lucie revoltada* Cof, cof...
Mas eu recomendo a todo mundo para que possam tanto ver o filme como o livro e suas sequências (Castle in the Air [não confundam com outro filme de Miyazaki, Laputa], House of Many Ways) onde ainda há indicações dos personagens principais do primeiro livro, Howl e Sophie.
Sophie e, bem, Howl |
Então, deixando os motivos pra você ao menos passar os olhos pelo filme (não os gifs;veja o filme), aqui vou eu com alguns detalhes sobre a ficha técnica: inicialmente, quem iria dirigir esta adaptação não seria Hayao Miyazaki (nessa época, como algumas vezes ele faz - até porquê, atualmente o cara tem uns setenta e dois anos de idade e ele trabalha em animações desde 1963 -, Miyazaki havia decidido se retirar por algum tempo dos filmes), mas Mamoru Hosoda (vocês vão ainda vãoouvir falar dele depois), quem deixou o projeto dos primeiros estágios de produção. Então, isso deu espaço para que Miyazaki, quem até então iria se retirar, para poder "voltar" ao ser contratado para tomar o lugar de diretor e também atuar como o escritor do script para o filme. Foi uma outra obra, desta vez uma das poucas adaptações que vi Hayao Miyazaki fazer, animada pelo Studio Ghibli.
NÓS ESTAMOS VENDO FORMIGUINHAS~ |
A história é a seguinte: Depois de protagonistas como o nobre de coração Ashitaka e a em fase de amadurecimento Chihiro, temos agora Sophie Hatter, 18 anos. Ok. E quem é essa mocinha? Ela é a filha mais velha entre duas (a outra sendo Lettie, quem possui uns 17 anos, considerada a mais bonita das irmãs; no livro há Martha, quem seria a mais nova das irmãs - entretanto, há uma menção sobre uma "Martha" no ínicio da história do filme) e como o sobrenome já pode fazer uma indicação, ela pertence a uma família com uma tradição de chapeleiros - uma profissão que ela carrega como um hobby. O cenário é um pouco diferente dos demais filmes mencionados aqui de Miyazaki: vemos o que parece ser inspirado da Grã-Bretanha industrial e ambientado na Europa, pelo que podemos ver das construções das casas, pelo trem no ínicio, os detalhes dos festivos, bondes e até as vestes das pessoas. No local onde a jovem moça trabalha, há um tumulto entre as garotas sobre o tão famoso Mago Howl (dono do castelo-título), sobre quem circula um boato de que ele devora corações de jovens garotas - e, booom, sobre ele ser mulherengo também.
Depois desse meu ataque de fangirlismo... Cof, cof...
Continuando... O "cara" percebeu a situação em que Sophie se encontra (ela querendo passar e os guardas no 'nananinanão'), põe ela para perto, diz "Ohh, querida, estava te procurando por toda a parte!~" (e apesar disso poder fazer você pensar "Ah, isso é uma desculpa pra eles se falarem~" o que não é exatamente mentira, é mais uma indireta resposta para uma coisinha chamada esperança que a Sophie faz lá pra o final da história enquanto "viajando no tempo" e encontrando o carinha pequeno), move a mão fabulosa dele e os guardas parecem enfeitiçados para sair do caminho deles. Com eles fora da visão deles, o homem olha para a Sophie, diz sobre os guardas não serem realmente maus no fundo (mas eu ainda prefiro você com ela, hohoho~) e pergunta para onde vai, oferecendo-se para acompanhar até lá em um gesto de cavalherismo, e ela diz para onde vai com aquela expressão de "bom, não é tão longe, obrigada", mas o lindo homem estranho diz "Não fique assustada, mas estou sendo seguido. Aja normalmente". OKAY. QUEM AGIRIA NORMALMENTE? VOCÊ DO NADA LANÇOU UM FEITIÇO, "HOMÍ". E a Sophie fica com a expressão "okaaaay, não sei quem é você, mas você tem boas intenções, você não é muito assustador, então vou com você" (engraçado que apesar dele ter uma aparência desleixada, mas consideravelmente charmosa, ela não tem realmente aquela intenção... Um ponto para Sophie!) e eles caminham pelo beco onde estão.
E daí que começa o ponto da aventura, pois estranhos seres de um volume preto que parece gosma com chapéuzinhos brancos saem das paredes detrás do nosso par estranho-e-chapeleira. O cara e Sophie (quem está um pouco mais assustada com as estranhas aparições. Véi, quem não estaria?) continuam a andar, com ele dizendo "Ah, desculpe, acabei envolvendo você" e...
*em algum lugar, se toca "I Knew You Were Trouble"*
Lettie |
...o cara acaba andando com ela mais rápido, despista para ir para algum lado (os chapéuzinhos brancos ainda estão seguindo), eles são bloqueados por uma parede de chapéuzinhos brancos e o cara diz pra Sophie "Segure-se!". Nossa heroína se segura nele e antes que os perseguidores pudessem pegá-los, o homem loiro simplesmente dá um salto descomunal e... Ah, bom, eles estão inertes no ar. Ele aconselha para poder não ter medo, ir andando e assim os dois vão "andando no ar" em cima das "formiguinhas humanas" que fazem algum tipo de festival. E o cavalheiro deixa a moça em uma varanda aberta no local onde Sophie queria ir, avisando sobre ela ter que esperá-lo lá enquanto o moço cuidaria de "distrair eles", a figura salta e some na multidão.
Depois aparece a irmã de Sophie, Lettie, quem trabalha em uma cafeteria (ou uma doceria, mas a Sophie, ao menos na versão dublada, menciona ao carinha sobre ter que ir a um certo café), recebe notícias sobre sua irmã ter ido magicalmente até a varanda e vai ir vê-la. Após uma conversa com a mais velha contando o que ocorreu, a outra irmã avisa sobre a possibilidade do tal feiticeiro ser o Mago Howl e que ele poderia ter devorado o coração da nossa protagonista.
Sophie :/ |
No entanto, a isto, há a seguinte resposta "Mas ele não faria isso. Ele só faz isso com garotas bonitas", insinuando que ela não se via bonita. Essa questão é um pouco mais explicada no livro, embora ainda seja levemente explícita durante o filme, sobre ela começar com uma falta de autoconfiança. A garota é a mais velha de duas/três irmãs, aceitando que, em comparação com de suas irmãs (ou irmã, no caso do filme) vivendo aventuras excitantes e tendo aquelas aparências jovens, ela não poderia ser capaz de viver alguma para si própria e que o melhor a fazer era continuar a ficar na chapelaria de seu pai como se fosse seu "destino de mais velha" da época. É interessante que o que o feiticeiro desconhecido impactou em Sophie não exatamente pela aparência como muitas garotas poderiam, mas mais pelo fato dele ter a tratado bem a ponto dela dizer que tudo o que aconteceu "pareceu um sonho" para ela. Claro que a confiança dela cresce no decorrer da história, mas, bem, tenha paciência enquanto vê o filme. Porém, ainda no começo, ao menos ao meu ver, a Sophie é uma protagonista já simpatizante - uma marca que os filmes do Miyazaki tem, de mulheres fortes. E não poupando crédito pra a Jones também.
Só posso dizer que é uma parte importante do filme que faz o encontro Howl/Sophie ter mais sentido |
Então, tudo bem. Depois de Sophie receber as falas de preocupação de Lettie quanto a irmã (pela falta de confiança e "Você quer mesmo trabalhar na chapelaria?"), nossa heroína volta à chapelaria. De repente, aparece uma mulher de aparência excêntrica e volumosa na porta que a jovem chapeleira pensou que havia trancado dizendo sobre aquele lugar e ela (Sophie) serem "vulgares". Ofendida, a garota pede para que a mulher saia da loja. Porém, quem se revela A Bruxa do Desperdício ou, na tradução brasileira, A Bruxa das Terras Abandonadas - a responsável pelos perseguidores atrás do carinha-feiticeiro - ataca passando por Sophie e saindo insinuando que a razão daquilo era alguma relação entre Sophie e Howl. E é revelado que Sophie se transformou, por conta da estranha, em uma aparência de idosa. E que ela seria incapaz de contar a alguém sobre o feitiço.
Motivos de assistir: Por mais que a obra original e o filme tenham pontos distintos durante a trama (e este ter alterações quanto a certos personagens por conta de não poder ser capaz de contar sobres eles), ainda há o foco no relacionamento entre Sophie e Howl que se desempenha após a chegada dela ao castelo que pode vir a cativar o leitor. Digo isso porquê, bom, é o ponto mais importante entre as duas histórias: o amor pelo outro os liberta do feitiço ao qual cada um está submetido.
Há algumas cenas engraçadas onde se revelam as verdadeiras cores da personalidade do Howl, da Sophie bancando a "velhinha imposição de moral" naquela bagunça de castelo e também algumas coisas relativas aos personagens secundários da trama. Há um tema sutil quanto a guerras - e a mostra de alguns aviões bem desenhados, como Hayao Miyazaki é fascinado por pilotos e aviões - onde Howl está envolvido, uma temática que não existia no livro de Diana Wynne Jones. Isto é devido que, na época, havia a questão da guerra entre Iraque e Estados Unidos ter causado um sentimento de revolta em Miyazaki, quem tem ideais pacifistas, então ele acabou transpondo um pouco disso no filme de modo sutil.
Há alguns detalhes que não foram muito claramente explicados (ficam mais à margem da interpretação), como você pode notar ao analisar ao decorrer no filme, um deles sendo a permanência da cor clara do cabelo de Sophie quando esta consegue se transformar de volta à forma jovem: na minha opinião, acho que isso foi por conta dela ter se achado e o cabelo daquela maneira representar que ela não era inteiramente a mesma Sophie antes da transformação, mas uma mais confiante de si mesma e movida pelo amor a Howl. Mas após ou antes do filme, é sempre bom dar uma verificadinha no livro.
Mas vejam o filme, se interessarem. Vejam. Ele é uma maneira legal de olhar o livro, podendo abrir as portas para muitos para poder o universo, um pouco da magia dos personagens e toda aquela arte rica e bem cuidada presente nos filmes do Studio Ghibli que todo mundo pode curtir.
Há algumas cenas engraçadas onde se revelam as verdadeiras cores da personalidade do Howl, da Sophie bancando a "velhinha imposição de moral" naquela bagunça de castelo e também algumas coisas relativas aos personagens secundários da trama. Há um tema sutil quanto a guerras - e a mostra de alguns aviões bem desenhados, como Hayao Miyazaki é fascinado por pilotos e aviões - onde Howl está envolvido, uma temática que não existia no livro de Diana Wynne Jones. Isto é devido que, na época, havia a questão da guerra entre Iraque e Estados Unidos ter causado um sentimento de revolta em Miyazaki, quem tem ideais pacifistas, então ele acabou transpondo um pouco disso no filme de modo sutil.
Espantalho ou Cabeça-de-Nabo |
Mas vejam o filme, se interessarem. Vejam. Ele é uma maneira legal de olhar o livro, podendo abrir as portas para muitos para poder o universo, um pouco da magia dos personagens e toda aquela arte rica e bem cuidada presente nos filmes do Studio Ghibli que todo mundo pode curtir.
Summer Wars (2009)
Keiji e a família de Natsuki Shinohara |
Eu disse que vocês ouviriam "Mamoru Hosoda" novamente. Galera, a lista de filmes está já bem extensa (não a quantidade, mas é mais sobre eu ter um hábito de misturar minha opinião com alguma análise para ajudar melhor a compreender algumas coisas de forma que os textos ficam meio longos), então este vai ser o último filme japonês de animação indicado para vocês por enquanto.
Summer Wars é um filme dirigido e com a história criada por Mamoru Hosoda (com a ajuda da roteirista Satoko Okudera) depois deste dirigir dois filmes de Digimon (os quais provavelmente foram inspiração para montar a história para este filme aqui) e "A Menina Que Saltou Durante o Tempo" (a qual é indiretamente uma sequência para o livro de mesmo nome), tendo uma arte semelhante à padrão dos personagens de Miyazaki (simples, aproximados de "realistas", mas ainda únicos) e uma excelente animação da promessa de diretor. É produzido pelo studio Madhouse e distribuído pela Warner Bros. Pictures.
Apesar de um pouco menos de duas horas, quando é assistido as coisas passam por nós nos fazendo ter uma falsa ideia de que o filme foi mais curto. Não que isso estrague sua qualidade. A trama é esta: Em um cenário de um tempo como o nosso, com todas essas tecnologias e facilidades, está nosso heroí Keiji Koiso. Ele é um gênio de Matemática, um tímido estudante do colegial e um meio período moderador de uma realidade alternativa virtual, a qual qualquer pessoa do mundo possa acessar, chamada OZ.
Natsuki |
O que faz OZ? Bom, através de OZ, pode-se ter uma coordenação tanto de estados de saúde por via dos médicos também usuários, como podem as sinalizações de trânsito, mundos de entretenimento, questões dentro da Política, noticiários... Enfim, quase tudo que você seja capaz de imaginar. O sistema é guardado por duas "baleias" flutuantes (John e Yoko), as quais estão presentes quando há algum problema. Também há um código de segurança bastante díficil do sistema que a protege de possíveis invasores.
E o que isso tem a ver com nosso heroí? "Segure seus cavalos", rapazes e moças, porquê eu ainda vou chegar a esse ponto! No começo da história, temos Keiji (quem já menciona sobre não ter sido capaz de representar o Japão em alguma competição de Matemática, como, minutos depois ele diz que é só bom nisso "pois não é bom nas outras coisas [e o que também vem a habilidade de conseguir se socializar direito]") e seu amigo Takashi Sakuma, o qual também ajuda a monitorar OZ, em seus respectivos avatares (aparência que as pessoas tem no mundo virtual) trabalhando no sistema em manutenções de adições a este.
E o que isso tem a ver com nosso heroí? "Segure seus cavalos", rapazes e moças, porquê eu ainda vou chegar a esse ponto! No começo da história, temos Keiji (quem já menciona sobre não ter sido capaz de representar o Japão em alguma competição de Matemática, como, minutos depois ele diz que é só bom nisso "pois não é bom nas outras coisas [e o que também vem a habilidade de conseguir se socializar direito]") e seu amigo Takashi Sakuma, o qual também ajuda a monitorar OZ, em seus respectivos avatares (aparência que as pessoas tem no mundo virtual) trabalhando no sistema em manutenções de adições a este.
King Kazma |
No mundo real, os dois [do clube de Física] estão em computadores da escola quando chega a menina colegial popular que os dois rapazes admiram, Natsuki Shinohara, perguntando qual deles aceitaria um estágio (embora já estivessem trabalhando). Então, ela esclarece indiretamente que queria apenas alguém para ir ao interior com ela. Um tempo depois, já ficando claro que o escolhido é nosso caro amigo Kenji, nosso tímido heroí se encontra com Natsuki em uma estação de trem - cujas televisões passam anúncios sobre um avatar lutador popular no mundo de OZ por este ter ganho vários campeonatos de luta e ser considerado um imbatível campeão, King Kazma - e diz sobre "poder pedir o que ela quiser com ele" (porquê, woah, como assim ele estava indo com a menina que ele adimirava? Ele não achava que ela iria querer ele pra alguma coisa) e a menina só diz pra ele ajudar com as bagagens dela (e que bagagens, hum). A garota diz que a razão dela ir para o interior, provavelmente relacionado com ele vindo com ela, era o aniversário de 90 anos da avó dela (Sakae Jinnouchi, uma figura badass chave para os eventos que poderão se seguir durante o filme e também uma espécie de motivadora direta e indiretamente ao crescimento dos personagens-foco e para a família - todos descendentes de um samurai que guardou o lugar onde os integrantes se encontram no presente - onde ela é a matriarca). Até irem para o local com a casa de Sakae (a qual realmente é graande), o par acha outros membros enquanto viajam até lá.
Uma luta em OZ |
Okaaay. Natsuki e Kenji chegam até onde Sakae está sentada, acompanhados da filha mais velha desta, e Natsuki menciona sobre alguma promessa com a avó. Na hora de apresentar o tímido membro do clube de Física, ela menciona sobre ele ser o namorado dela e também o futuro noivo e... HÃÃÃ, COMOÉQUEÉ?! Eu sei, eu sei. Ela não havia mencionado isso enquanto estava com Kenji antes e, do nada, solta isso. A questão é que Natsuki havia feito alguma promessa de que, na próxima vez que visse a avó, "traria seu namorado" e houveram razões para que ela escolhesse alguém com o perfil "nerd" do Kenji e também para ele fingir todas essas coisas:
"Você frequenta a Toudai, frequenta uma família tradicional e veio de um intercâmbio dos EUA"
Anotado? Anotado. Então, chega o restante dos tios e o restante dos parentes, onde um em particular não está muito satisfeito em ver sua querida Natsuki, a que ele cuidou quando esta era uma criança, "nas mãos de um rapaz" (oi, Shota). No mesmo dia, em um almoço com o resto da família, a menina os apresenta a Kenji (quem foi aprovado por Sakae). Após isso e de receber conselhos amorosos por telefone de Sakuma, ele perambula pela casa ("cercado de estranhos") até encontrar uma porta aberta com um rapaz com fones e com o computador ligado. Este o direciona para o banheiro, o qual Kenji está no corredor e acidentalmente vê Natsuki de toalha indo através de uma das criancinhas. Claro, ele vira a cara e ela se esconde. Depois do banheiro estar desocupado, ele vai tomar seu banho.
Kenji :P |
Ao voltar, descobre a chegada de mais um dos "tios" (o qual tem uma ligação de passado e também emocional com Sakae), chamado de Wabisuke Jinnouchi, um homem bastante inteligente que acabara de voltar dos Estados Unidos depois de pegar uma fortuna da família dez anos antes do tempo do filme. E ah, ele se graduou na Universidade de Toudai. E AH, ELE ENTENDE DE PROGRAMAÇÃO E CÓDIGOS DE COMPUTADORES.
ISSO NÃO TE LEMBRA DE ALGUMA COISA?~
Não é escondido de ninguém da família que a Natsuki tem uma pesada afeição pelo tio e que tem uma queda por ele por anoos. E, bom, Kenji é o último saber que, de certo modo, não eram coincidências as indicações de fingimento da garota. Como ele já era tímido, sabendo sobre a revelação, não tem muita confiança que a conexão entre os dois possa ficar além do "faz-de-conta" depois de ser meio que... hã, ignorado. Não podendo dormir por se sentir cada vez mais um "estranho", recebe em OZ uma mensagem com váarios números. Como achou que era algo que poderia fazer, resolveu o código por toda a noite, achando que era só um desafio super díficil matemático qualquer, mandou a resposta e dormiu.
Oh-oh! |
Como alternativa, ele vai até onde encontrou o menino com os fones e o computador (quem já sabe sobre ele ser apontado o principal suspeito de tudo) e tenta acessar a conta, porém não consegue (é, está bloqueada mesmo) e assim o garoto (Kazuma) já percebe que ele não é realmente o culpado pelo caos em OZ. Este aconselha a Kenji para ligar ao Serviço de Atendimento ao Cliente, mas o nosso heroí não consegue de novo. Uma das tias traz um telefone com Sakuma o perguntando se Kenji estava por detrás de tudo aquilo, ao que a resposta é não, mas Takumi já tinha essa sensação que era não mesmo porquê Kenji não tinha aquele perfil. Ele explica que na noite passada, houve um e-mail estranho com o código de segurança de OZ com cerca de 2056 números (KENJI, CARAMBA O_o) e que alguém quebrou em uma noite - e, caham, quem foi a pessoinha que se aventurou com desafios super mega hiper díficieis de Matemática na noite anterior? Em uma tentativa de rever sua conta, Kenji entra em uma outra conta feita por Sakuma e tenta conversar com o-que-lá-estivesse-no-seu-avatar: para ser ignorado e golpeado sem dó.
Para salvar o primeiro dia do novo avatar de esquilo de Kenji, Kazuma (o garoto dono do computador) assume o controle do teclado e se loga como seu avatar, o famoso King Kazma, e tenta deter o invasor de OZ. E então começa uma perseguição entre os dois avatares, no processo o "avatar antigo de Kenji" devorando mais outros dois e adquirindo seus 'poderes' para só poder se DIGIVOLVER PAAAARA SUPER-MUSCULOSO-INVASOR-GRANDOMON. Ok que não é Digimon, mas o processo que ocorre parece ser uma digivolução (lol).
Posso falar uma coisa? Essa família é demais lol |
Assim, com o bagunceiro tendo habilidades maiores de luta, os dois avatares começam a batalhar um contra o outro. Antes de King Kazma pudesse ser absorvido e assim fazer as coisas ficarem mais sérias para OZ, o avatar de Kenji o esconde para longe dali. Após isso, Sakuma informa a Kenji que a "coisa" que pegou seu antigo avatar não era uma pessoa, mas uma Inteligência Artificial chamada Love Machine. É claro que as coisas parecem, no mundo real, irem de mal pra pior quando a família de Natsuki descobre sobre ele poder ser o culpado da confusão, mas bem... 1) As coisas melhoram pra ele e a família de Natsuki muito depois. 2) Isso só é o começo de todo o conflito e nem descrevi as partes emocionantes nesse enorme resumo dos primeiros mais-ou-menos 40 minutos.
Motivos para assistir: Em primeiro lugar, não é um filme longo como já devo ter mencionado quando comecei a falar de Summer Wars. Você consegue facilmente apreciar o que essas mais-ou-menos duas horas são capazes de oferecer a você. Se possível, após o filme, leia sua adaptação em mangá de três volumes que tem uma atmosfera mais "completa". Se a trama descrita aqui em cima não pareceu ser aquele tipo de história de "deixar os queixos caídos", você vai encontrar a grande força de articulação do enredo nos próprios personagens, principais ou não, que contêm características únicas e ações próximas de realistas.
Koi Koi! |
Ok, caras. Alguma sugestão de indicação? Discussão? Opiniões sobre os filmes? Se vocês já assistiram algum dos filmes, o que acharam? Se não assistiu, qual foi sua impressão? O espaço de comentários fica aberto para vocês trocarem suas ideias com a gente :)
nhaaa. AMEI o post! totalmente minha cara! AMO animação japonesa <3
ResponderExcluirDevo dizer que os únicos que ainda não assisti dai são Metropolis e Princesa Mononoke! mas eles ja estavam na minha lista futura!
e falando de A Viagem de Chihiro e O Castelo Animado: SÃO MEUS FILMES PREFERIDOS EVER <3 o que falar de Hayao Miyazaki? simplesmente AMO ele <3
A Viagem de Chihiro eu tenho o DVD original dês de pequena amo tanto que assisto no mínimo 4 vezes por ano! Não me canso... <3
E O Castelo Animado eu conheci no começo de 2013 ainda... mas virou um dos meus favoritos sim! até hoje procuro o DVD original para venda mas não acho *chora* e também descobri que ele é baseado em um livro. (nem surtei né?) mas também vi que não tem mais o livro para venda... falei com e própria editora do livro e eles não fabricam mais :c
triste, mas fazer o que né...
e comentando sobre o Summer Wars: odiei ele. não me agradou nem um pouco... mas até que deu pra passar o tempo né... Apesar de existir filmes muito melhores que ele! dou nota 3 de 10 u-u
enfim... beeeeijos <3
Lary,
http://www.addictiveworld.com.br/
Oooooi, Lary, como você vai? :) Que comentário mais rápido, hein! Hahahahaha! Que bom que você gostou tanto do post! Ficamos felizes, hehe.
ExcluirMetropolis e Princess Mononoke são muito bons! Assista e dê sua opinião para a gente ;)
A Viagem de Chihiro e O Castelo Animado foram realmente muito bons. Eu os vi faz alguns anos, mas são uns dos que mais me cativaram. Não que os demais trabalhos do Miyazaki possam ter feito isso também.
DVD original :(
Quanto a Jones, eu também fiquei empolgada ao saber que a ideia veio de um livro. Também não vi o livro pelas "bandas" daqui, mas cheguei a ler um e-book em compensação por não conseguir achar :/
Mas é triste mesmo. Eu queria o livro.
Quanto a Summer Wars, hahaha. Ok :B Eu particularmente gosto do filme (eu curto bem o filme e o mangá mais ainda), mas entendo quem não possa gostar. Cada filme pode ser mais atraente pra uns e pra outros não xD
Outra fã de Miyazaki? :B Daqui a alguuuum tempo, você pode ouvir falar de algo dele de novo por aqui~ *sorrisinho de quem apronta coisas*
Bem, beeeeeijo <3 Obrigada por compartilhar sua opinião, colega ;)
Valeu, Laizinha! Fico feliz que tenha gostado, hehe! Beijo! :)
ResponderExcluirSó faltou Tokyo Godfathers de Satoshi Kon. Esse filme é lindo *-*
ResponderExcluirAmei teu post!
Beijos
Julia Martins
@JoolsMartins
Tokyo Godfathers? Nunca ouvi falar. Mas darei uma olhada se possível ;)
ExcluirObrigada <3 Que bom que gostou :)
Beijo beijo
Sim. Dá uma olhada, pois a história vale a pena. Bem gostosa e divertida :)
ExcluirBeijos
Julia Martins
@JoolsMartins
Valeu ;)
ExcluirPra pessoas como eu, que quase não vê desenho japonês esse foi um post muito valido. Conheço o Chihiro de nome, mas nunca parei para ver. Repensar isso!
ResponderExcluirBjs, @dnisin
www.seja-cult.com
Fico realmente feliz que tenha gostado do post, Denise :) E também por eu poder ter tido a oportunidade de mostrar um pouco desse universo de animação japonesa para você, hehe. Seria muito bacana se você, quando for dar uma conferida nos filmes, poder compartilhar sua opinião sobre o que você achou deles :B Para a gente ver se você também gostou ou não e porquê, porquê essas discussões são legais (?) Beijo beijo :D
ExcluirSou simplesmente apaixonada pelos filmes da Ghibli! Já assisti todos da sua lista menos Princesa Mononoke. Não assisti Metrópole também e nem Summer Wars, mas já está anotado. Realmente, Summer Wars me lembrou o jeito da Ghibli de fazer filmes, tenho certeza que deve ser muito bom :D
ResponderExcluirEu também sou apaixonada por esse studio :) Olha, ainda pode vir mais do Ghibli na próxima remessa da lista, embora eu esteja esperando ter um tempo para dar uma conferida em alguns certos filmes que ainda não tive a oportunidade de assistir. E ainda tem mais coisas de animação japonesa que também tô tentando organizar em um outro post, embora não sejam filmes ao todo. Mas bem, espero que possa assistir esses outros três filmes e possa comentar as suas impressões com a gente ;) Beijo ^^
ResponderExcluirAh, adorei o post! Castelo Animado é muuito, muito lindo!
ResponderExcluirUma dica de filme: 5 Centimeters per Second. Me deu um trabalhão pra baixar, mas é um romance animado bem legal e interessante, bem não "normal" pras animações japonesas por não conter elementos fantásticos, e de uma fotografia e trilha sonora ímpares. É do Makoto Shinkai, e sério, veja! rs
Ótimo post! Beijos!
5cm per Second já cheguei a ouvir falar muito bem, mas não vi até agora lol
ExcluirFico feliz por ter gostado do post :D Beijo beijo :3
Sumer wars foi feito pelo mesmo artista que crianças lobo(okami children)né?
ResponderExcluirsim, aliás, é wolf children
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