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domingo, 6 de janeiro de 2013

[DO BAÚ] Brincadeiras Nada Inocentes

Era uma vez, numa terra muito distante chamada Orkut, uma comunidade chamada "Brincadeiras Nada Inocentes" onde jovens que apreciavam a escrita reuniram uma série de contos sobre brincadeiras... nada inocentes. Como assim? Ficou curioso? Continua lendo que a gente explica!



Quem nunca brincou de passa anel? Ou polícia e ladrão? Quem nunca teve medo de jogar o jogo do copo ou de encarar uma montanha russa enorme e cheia de loopings? Brincadeiras normais, certo? Porém, e se elas viesse acompanhadas de um elemento diferente? Um passa anel com pedido de casamento? Um polícia e ladrão com assassino? Um jogo do copo que dá medo DE VERDADE? Um amor conquistado no meio do esconde-esconde? Esse elemento X (e assim nasceram as meninas super poderosas) é a principal característica dessa série de contos na comunidade "Brincadeiras Nada Inocentes", um dos filhotes da NRA na época do Orkut.

Para mostrar a criatividade dos nossos aspirantes a escritor e despertar a curiosidade em vocês, aqui vai uma pequena amostra de alguns dos contos que lá podem ser encontrados!

1) Cansada do Clichê – Clara Savelli (eu mesma, olá egocentrismo)

Brincadeira: passa anel
Inspiração: "Quando eu resolvi escrever esse conto, quis mexer com uma brincadeira que tivesse um anel envolvido. Lembrei-me que, nas minhas épocas de pré adolescente, sempre rolava uma tensão quando um menino deixava o anel na mão de uma menina. Daí, resolvi transportar essa tensão para um outro nível: e se fosse proposital? E se todos os amigos estivessem de complô? E se a menina fosse a única que não soubesse o significado daquele anel diferente, no meio das suas mãos, colocado pelo seu namorado de surpresa?"

Trecho selecionado:

"Somos universitários, pela madrugada! Futuros médicos brincando de passa-anel num parque próximo a casa de Guga, perto da meia-noite? Que futuro brilhante o da medicina nesse país!
- Eu posso passar – Jorge dá um sorrisinho, puxando o anel de dedão que ele cisma carregar no dedo.
Eu ainda bufo alguma coisa como “isso porque a gente nem bebeu muito”, mas meu comentário é totalmente ignorado.
Sinceramente? Eu tinha até esquecido de como se brinca disso, então estava apoiada na minha mão, pensando na vida.
-- Alo? – Jorge aparece furioso na minha frente, com as mãos postas.
-- Que isso? Tá rezando? – eu cutuco Tais rindo, mas ela também está de mãos postas, assim como Guga.
-- É assim que se brinca sua sem infância. – Tais gruda as minhas mãos, irritada."
 
Disponível aqui.


2) Quando os espíritos se divertem - Vanessa A. 

Brincadeira: Jogo do copo
Inspiração: "Então, resolvi fazer sobre o jogo do copo pois minhas amigas costumavam brincar disso e já ouvi muitas histórias a respeito, então resolvi romantizar um pouco. Por que o espirito tem que ser mau? Ele pode ter alguma mágoa ou algo que gostaria de ter feito..."

Trecho selecionado:


"- Qual é Joana, é só uma brincadeira! Nem adianta, você vai sim lá em casa jogar com a gente.
- Ah, nada disso James, eu tenho medo dessas coisas e se um espirito mal resolve nos atacar? - ele revira os olhos e sorri depois da minha perguntinha.
- Eu te protejo, não se preocupe. - Corei instantaneamente, James é o garoto mais lindo, carinhoso, fofo e popular da escola, claro que nao estou apaixonada por ele, apenas somos grandes amigos e ele sempre gostou de me zoar por ter tanto medo de fantasmas, espiritos e coisas assim.
Quando eramos pequenos ele vivia me assustando e depois que eu comecava a chorar, me abracava e pedia desculpas, hoje pode ser engraçada a lembranca, mas na época eu tinha vontade de acabar com ele.
Como sempre eu acabei cedendo, ele é e sempre foi meu vizinho entao nem adianta que ele consegue me pegar e carregar até la como tantas outras vezes, suspirei me rendendo".

Disponível aqui.


3) Polícia, assassino e herói - Clara Savelli (eu de novo, senhor...)

Brincadeira: Policia e ladrão
Inspiração: Apesar da minha diva master inspiração pra tudo na vida ser a Meg Cabot, I must confess que também adoro um romance criminoso, cheio de policiais, investigação, morte, cadáver e medo na hora de dormir. Quer dizer, mais ou menos. Eu gosto desses livros no estilo Agatha Christie e não exatamente um Stephen King (que nunca li, mas tenho medo até das sinopses. Leria, num dia bem ensolarado em que eu pudesse dormir cercada por milhões de pessoas). Enfim, a questão é que eu queria tentar escrever alguma coisa que pudesse ser um mix de ambos: tanto Christie quanto Cabot, Meg Christie ou Agatha Cabot. Claro que não cheguei nem aos pés de tamanha importância e magnificência, mas me diverti horrores escrevendo uma história onde, no meio de uma festa de 17 anos surpresa da personagem principal, seus amigos meio alcoolizados resolvem brincar de polícia e ladrão. No entanto, não se esperava que um nerd com coração partido das longínquas épocas de escola primária estivesse disposto a vingar - com SANGUE!! - o desprezo da personagem principal, enquanto esta só tem olhos para Leonardo, seu crush secreto.

Trecho selecionado:

"Eu não tenho mais dez anos. Esse sete anos a mais DEFINITIVAMENTE fizeram a maior diferença quando nós estamos falando sobre a minha rapidez. Porque ah, se bobear, uma tartaruga está correndo mais rápido que eu. Depois da segunda volta pelo play correndo atrás de Leonardo, eu já estou ofegando, colocando todos os meus bofes pra fora e sendo forçada a escutar piadinhas sem graças dele.
-- Sua lerdinha! – ele para a uns metros de mim e quando eu faço menção de correr atrás dele, ele sai correndo.
Mas eu não iria correr atrás dele, mesmo que quisesse. Meu estado físico não permite. Me arrasto em direção a prisão, desejando ser, na verdade, um ladrão, que possa me entregar e ficar lá sentada nos bancos quietinha. A prisão, como vejo quando chego lá, está as moscas. Nem mesmo o policial de guarda que deveria estar alí, está. Então eu dou graças a Deus quando encosto minha bunda no banco destinado aos presos e fico rezando para que ninguém seja preso, ou eu terei que me levantar.
No entanto, uns cinco segundos depois, um dos ladrões é preso, então eu me levanto displicente para dar lugar a ele no ‘banco dos presos’ enquanto prometo a Alice que não vou deixar ele escapar."

Disponível aqui.


4) Escondendo o jogo - Diana Vanderlei

Brincadeira: Esconde-esconde
Inspiração: Esse foi o primeiro conto que escrevi para a comunidade e queria uma coisa que combinasse com a "falta de inocência" das brincadeiras. Então, meio que do nada, surgiu a ideia de escrever sobre esconde-esconde, afinal, por que não ambientar uma cena de pegação dentro de um guarda-roupas? (E não, não foi baseado em fatos reais!). Lembro que foi divertido escrever a história de um bando de adolescentes se comportando feito crianças e de desenvolver a paixãozinha secreta entre a Amanda e o Felipe.

Trecho selecionado:

"- Que tal esconde-esconde? – anunciou por fim a sua brilhante idéia.
-Idéia estúpida. – murmurei revirando os olhos, mas infelizmente fui a única que pensou assim.Quando me dou conta todos já estão em pé concordando efusivamente. Efeito da cerveja, com certeza.
-Ok, se todo mundo concorda. – digo contra minha vontade.
Ta, a idéia de fazer uma tarde-de-agir-como-criança foi minha, e esconde-esconde era até uma boa idéia, mas uma parte de mim precisava discordar do Felipe, seja lá qual fosse a sugestão.
-Já que a Amanda está tão empolgada, pode começar procurando. – sugeriu o intrometido do Felipe mais uma vez.
-Não, não é justo! – discordou a Carol – ela conhece cada canto dessa casa! Não devemos facilitar o jogo assim para ela.
Todos concordaram com as palavras da minha querida amiga.Toma essa Felipe, todo mundo discordando de você, quem é o idiota da vez?
-Certo. – respondeu ele sorrindo despreocupado – Então quem vai?
Argh! Sabe o que mais me irrita nele, além de ele ser dono de uma beleza estonteante que ele não merece? É o fato dele nunca se irritar com nada! Assim fica difícil para a Srta. Esquentadinha aqui ser a dona da situação.
-Que tal você? – sugeri provocativa. Aqui está o troco, meu querido!
-Tudo bem por mim. – ele sorriu dando de ombros.
Droga! Calmo e pacífico como sempre!!! Irritante, irritante, irritante.
-Ótimo! – respondi com os olhos faiscando – Então começa a contar de uma vez.
-Espera! – disse ele me encarando com aquele sorriso idiota – Que tal tornar a brincadeira mais interessante?
-O que? Vai querer apostar dinheiro, agora? – perguntei com toda a minha frieza.
-Quem foi que falou em dinheiro? – ele ergueu uma das sobrancelhas – Vamos fazer assim, quem ganhar tem o direito de pedir qualquer coisa ao último eliminado.
Por que parecia que a proposta era exclusivamente para mim?
,-Feito! – respondi desafiadora.
Não havia problemas para mim, eu sempre ganhava no esconde-esconde."

Disponível aqui.


4) Nas alturas - Diana Vanderlei (ela de novo, para eu não parecer a única egocêntrica!)

Brincadeira: Roda Gigante
Inspiração: Sempre fui apaixonada por parques de diversões e todo tipo de brinquedos radicais existentes neles. Mas, por incrível que pareça, o único que sempre me dá um certo medo é a roda gigante. A sensação de rotação lenta e contínua, com aquelas cabines balançando, sempre me causou um frio na barriga diferente  dos outros brinquedos. Juntei então, para escrever esse conto, as duas coisas que mais causam frio na barriga de uma garota: o medo e o primeiro beijo entre ela e o seu crush.

Trecho selecionado:

"- Você é estranha! – disse Ana fazendo uma careta – Que tipo de pessoa não gosta de parque de diversão?
- O tipo de pessoa que passa mal com alturas e giros contínuos. – respondi.
- Vamos lá, Mila! – reclamou o Fábio – Já está anoitecendo e nós só fomos em três brinquedos!
- E eu ainda quero ir na montanha-russa de dois loopings! – concordou Ana.
- Dois loopings? – perguntei já ficando tonta só em pensar. – Por que não brincamos no tiro ao alvo?! – sugeri empolgada apontando a barraquinha de jogos.
- Tiro ao alvo, Camila? – perguntou Ana começando a ficar cansada da discussão.
- Por que não? Podemos ganhar ursinhos! – falei animada enfiando um pedaço do meu algodão doce na boca.
- Eu não vou embora sem ir naquela montanha russa! – reclamou Fábio novamente.
- Ok, não se preocupem comigo! – respondi revirando os olhos – Vão para a montanha-russa que eu fico brincando no tiro ao alvo.
- Mas viemos ao parque para nos divertirmos todos juntos! – falou André. Olhei para ele com um olhar de “socorro” e acho que ele entendeu.
- Ok, - falou ele em um suspiro – Já fizemos a Camila ir em três brinquedos que queríamos. Que tal deixarmos ela escolher dessa vez?"

Disponível aqui.


5) Outros contos

Você tem certeza! – Lilian Azevedo



GOOD-BYE – Melina Silva

Uma dessas é você?! Comenta pra gente qual foi a sua inspiração, fofa!


6) A comunidade como um todo



Espero que vocês tenham gostado! Até o próximo BAÚ! 

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7 comentários:

  1. Olá
    obrigada pela visita e comentário lá no blog
    adorei o blog de vocês, muito lindo, e já estou seguindo e curtindo.
    Gente, quanta criatividade...a do passa anel e jogo do copo foram os que mais gostei. Assim que eu tiver um tempinho vou ler o conto inteiro, pois só os trechinhos já me deixaram empolgada.
    bjos

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  2. Nossa, quanto tempo... hehe
    Nos divertimos muito escrevendo essas histórias...
    Das brincadeiras, do amigo oculto de natal...
    Saudades s2

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  3. Oi Clara!
    Nossa, eu nunca pensei em algo assim! Super criativa as ideias de vocês, hahaha
    Gostei muito desses trechinhos selecionados e confesso que fiquei morrendo de vontade de ler todos os contos inteirinhos, mas não tenho orkut. :/
    Poxa, porque você não pensa em postar um deles por aqui? Tô doida pra lê-los! Sério! AUSHUASHAUS

    Beijinhos!

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  4. Ahh, seção (sessão?) nostalgia!!
    Lembro de um da May que era de Imagem e Ação :D :D :D
    Li o da Diana e o seu, de Polícia e Ladrão (PESSOAS, LEIAM É DEMAIS DEMAIS!)

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  5. Que nostálgico e prazeroso, haha. Velhos - e bons - tempos do Orkut e os trechos escolhidos foram perfeitos!

    www.garotosdoslivros.blogspot.com

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  6. Preciso. Ler. De. Novo.

    Meu Deus.

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  7. Geente, que saudades. Atualmente não gosto mais dos contos que escrevi. Porque a gente cresce, evolui e passa a achar o que escreveu no passado uma droga. hahaha
    Maas era muito divertido! xD

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