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quinta-feira, 20 de junho de 2013

[NOSSAS DICAS] Os tipos de personagem

Qualquer enredo precisa de personagens. Ele pode não ser completamente baseado neles, mas fato é: não se conta uma história sem ter alguém (ou algo) pra vivê-la.
Mais importante ainda é que existem tipos diferentes de personagens dentro de todas as histórias. Classificar entre protagonista e coadjuvante é fácil, mas às vezes conhecer umas "subcategorias" pode fazer a diferença.
Você sabe quais são os quatro tipos de personagens?

Antes de começar a explicação, preciso dizer que nada desse post é um pensamento meu. Na verdade, ele é baseado numa aula super interessante de roteiro que tive na faculdade, que por sua vez foi baseada em um livro cujo nome eu simplesmente esqueci de anotar shame on me.

Nessa aula, meu professor (Fábio) explicou sobre um monte de coisas a respeito de criação de enredos, mas resolvi focar na parte dos personagens pra esse post porque é a parte que achei mais legal. O que eu chamei de "tipos de personagens" pra simplificar são as chamadas Funções Dramáticas, e depois que a gente as descobre, percebe que toda história tem pelo menos um personagem de cada tipo. E isso pode ser fundamental pra salvar um enredo - seja adicionando um personagem que falta, seja excluindo um que está ali só como um apoio de mesa.

Sem mais delongas, vamos lá!

1ª função dramática: Agentes

Essa é a categoria de todos os protagonistas e antagonistas de um livro. Se fôssemos pegar como exemplo, digamos, Harry Potter, diríamos que Harry e Voldemort são os nossos Agentes. São os personagens em torno dos quais a história - e, consequentemente, toda a ação - se concentra. Eles podem não ser necessariamente o centro de absolutamente todas as cenas, mas tudo refletirá neles de alguma forma. Se não tivesse Voldemort, o Harry não seria importante, e se não tivesse Harry, nem seria Harry Potter pra começar, certo?

2ª função dramática: Ajudante


Aqui, podemos dividi-los em duas sub-subcategorias LOL - confidentes e escadas.
Este segundo tipo de personagem é como a "primeira categoria" de coadjuvantes. Eles são essenciais, mas substituíveis, por mais cruel que isso porra parecer. Aos confidentes cabe a função de apenas escutar - eles são, de alguma maneira, como um reflexo externo do subconsciente do nosso Agente. Pra ele não ter que falar sozinho, desabafa no ombro do coleguinha, que dá lá os seus pitacos. É meio como a função do Tigre da Jasmine em Aladdin. E às escadas cabe uma função mais participativa - eles escutam, sim, mas também metem a mão na massa. Hermione e Rony são os melhores exemplos de personagens-escada, porque estão sempre diretamente envolvidos nas ações, mas sem se tornarem Agentes, uma vez que a única pessoa que realmente pode resolver os problemas do Harry é ele mesmo.

3ª função dramática: Emblemas

Os personagens do tipo emblema tem uma função participativa, tal qual os escadas; a diferença é que eles só são essenciais dentro de um único trecho ou cena.
Voltando ao exemplo de Harry Potter, pensemos no pobre Professor Quirrell, em A Pedra Filosofal. Ele não chegou a ter realmente um impacto em ambiente escolar para o Harry, e estava ali em suma para ser um hospedeiro de Voldemort e iniciar a longa tradição de professores de Defesa Contra a Arte das Trevas que se ferram terrivelmente em algum momento. Quando ele morre, no final do primeiro livro, por mais que alguém lamente, a história continua - Voldemort encontra novas formas de voltar, e eventualmente todo mundo vai se esquecer daquele cara. Logo, Quirrell foi importante SIM - mas só para A Pedra Filosofal, e nem ali ele chegou a ser um Agente, só o hospedeiro de um. Deu pra sacar?
Numa escala menor, se pensarmos numa cena passada em um hospital, o médico que opera a nossa protagonista vai ter uma puta importância dentro daqueles instantes decisivos da operação. Quando acaba, a vida continua, e ele some do enredo, porque ele não é mais necessário. Os personagens-emblema são assim: úteis, mas só por um tempinho.

4ª função dramática: Comentadores


Essa é, pra mim, a função mais cone de todas elas, mas, de alguma forma, tem seu valor.
Os comentadores nasceram na época das grandes tragédias gregas - eram aquele coro de figurantes que só serviam pra repercutir uma ação e/ou cena. Você já os viu, mas nunca parou pra pensar muito sobre eles: são os colegas que viram as costas para Harry quando ele é dado como maluco, os funcionários da lanchonete na novela das 9 que ficam fazendo fofoca sobre um grande bafafá do episódio. Eles não são de todo essenciais, mas servem pra aumentar o impacto gerado por alguma ação. E, vez ou outra, podem acabar crescendo como quem não quer nada.

Bom, por hoje é isso.
Espero ter sido útil :)
Beijocas!

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5 comentários:

  1. Achei o post beeem interessante :) Gostei :D

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  2. Caramba, não sabia disso. Post muuuuuuito interessante e explicativo, vai me ajudar muito quando for escrever algo daqui pra frente (;

    XOXO ;*
    Gato Feio - http://ogatofeio.blogspot.com

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  3. Para quem deseja publicar um livro essas dicas são super importantes!
    Ficou bastante legal!

    Beijos

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  4. Pra quem escreve (como eu) é muito interessante saber de tudo isso! E a gente acababa compondo esses personagens assim, intuitivamente, do nada! Muito bom mesmo!


    PS: Que faculdade você faz???


    Cafe-elivro.blogspot.com

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    Respostas
    1. Faço faculdade de Cinema, Guilherme ;)

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