
Olá galera,
Mais uma vez vim resenhar pra vocês um livro da série “A
Torre Negra”, de Stephen King. Se você não leu a resenha do primeiro livro
clique aqui para ler. Porque hoje eu trago um pouco mais da história de Roland
Deschain (e, obviamente da minha opinião) com a resenha de “A Escolha dos três”
– segundo livro da saga.
Quem leu a minha primeira resenha, deve se lembrar que eu pedi para que não desistissem no primeiro livro. Ele é realmente morno e um pouco arrastado e confuso. Mas é a partir de A Escolha dos Três que as coisas começam a esquentar.
Após ter seu destino lido nas cartas pelo Homem de Preto,
Roland descobre que precisa seguir seu caminho em busca de três companheiros de
viagem: “O Prisioneiro”, “A Dama das Sombras” e “A Morte”.
Para continuar a sua busca pela Torre Negra, Roland é agora
obrigado a deixar o Mundo Médio e adentrar o nosso mundo (sim, esse mesmo em
que vivemos) para encontrar essas três misteriosas pessoas. Assim, o Pistoleiro
percorre toda a vastidão do Mar Ocidental, uma praia deserta e abandonada de
seu mundo, em busca dos três portais que o transportarão para outro mundo.
E é ai que as coisas se tornam fantásticas e loucas, como
grande parte dos universos de King. Isso porque, a porta não leva o Pistoleiro
apenas a um mundo diferente, ela o leva para dentro de um outro ser humano.
Assim sendo, ao atravessar a porta, Roland passa a enxergar pelos olhos de
outro alguém, sentir o que essa pessoa sente e, em alguns momentos, inclusive
controlar as ações dessa pessoa. Sem nunca perder sua própria consciência.

A primeira porta encontrada leva Roland ao ano de 1987 e à mente de Eddie Dean, “O Prisioneiro”: um rapaz viciado em heroína e traficante principiante. Preciso dizer que Eddie não me conquistou de primeira. A princípio ele parecia só um drogado totalmente puxa-saco do irmão mais velho, que não sabe tomar suas próprias decisões. Porém, não podemos precipitar esse julgamento, porque com o passar do livro ele evolui muito e é o responsável pelos melhores comentários e as melhores cenas de ação da história. (E ele se torna ainda melhor nos livros seguintes, mas isso é assunto para outras resenhas).

A terceira porta, por fim, leva Roland a 1977, e à mente de
Jack Mort, o mais misterioso de todos os novos conhecidos de Roland. Não tenho
muito a dizer sobre Jack. Digo apenas que sua breve aparição na história tem
consequências enormes para o resto do enredo e, inclusive, para o destino do
meu personagem favorito (que ainda não direi quem é!).
Enfim, se “O Pistoleiro” trazia uma introdução morna à
história da Torre Negra, “A Escolha dos Três” já começa pegando fogo! E eu adoro isso! Adoro cada momento tenso
pelo qual os personagens passam, cada momento dramático em que eu me sentia a
consciência de Roland, cada desespero vivido pela abstinência de heroína do
Eddie, cada momento de “loucura” da dupla personalidade Detta/Odetta. Mas,
acima de tudo, a partir de “A Escolha dos Três” a curiosidade se torna mais
forte do que qualquer outro sentimento.
A narrativa também é bem mais linear e coesa do que no
primeiro livro e, embora os mistérios continuem no ar, as peças do
quebra-cabeça começam a se encaixar e a confusa história da Torre Negra começa
a tomar um rumo. E que rumo, gente!
Minha única conclusão a respeito do livro é: LEIAM! :D
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