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terça-feira, 19 de novembro de 2013

[ENTREVISTA] Cyntia Bandeira Lino


A entrevistada de hoje, Cynthia Bandeira Lino, nasceu na cidade de São Paulo no dia 4 de junho de 1979. Possuindo a paixão pela escrita desde pequena, já pensava em seguir a carreira de escritora anos depois da sua formação do Ensino Médio, um sonho que passou a concretizar no último ano de sua graduação em Pedagogia na Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). Ela não esconde que a sua maior inspiração para seus escritos é a sociedade: seu primeiro livro, Desabafos de Mulher, foi lançado em 2012 pela editora Clube de Autores com um tema que aborda dificuldades de uma mulher em busca da felicidade. Já A Luta pela Libertação, sua segunda obra lançada neste ano (2013) e na mesma editora do livro anterior, conta a história de uma jovem que tenta superar seus vícios, seus refúgios.

Tive umas noções sobre o trabalho da Cyntia através do vídeo em que era a sua entrevista no PlayTV, além de alguns vídeos em palestras que ela compareceu, nas quais ela foi abordando sobre sua vivência como escritora e se posicionou tanto como escritora como leitora quanto a literatura. No papo que nós duas tivemos, a Cyntia topou nossa proposta de uma entrevista aqui no blog, a qual você confere aqui conosco :)

1) Gostaríamos de saber um pouquinho sobre você: em sua vida, o que a fez pensar e decidir consigo mesma "Eu vou ser escritora"? E, depois que você teve a certeza, como foi lidar com a profissão? 
Bem, eu sempre amei a literatura desde o início de minha vida. Meu amor pelos livros e pela escrita foi crescendo dentro do meu coração a tal ponto, que chegou um momento que eu comecei a ter a necessidade de produzir os meus próprios textos. A certeza veio no final da minha adolescência. Escrevi meu primeiro livro aos 22 anos, mas demorei 10 anos para conseguir publicá-lo. Quando eu finalmente consegui ser escritora de fato, lidar com isso, a principio foi meio complicado, pois minha literatura foi subestimada por alguns, pessoas que nem tiveram interesse em ler o que escrevi e já foram falando mal, sem nenhum subsídio para isso, ou seja, totalmente injustamente. Mas com o tempo, eu fui aprendendo a levar esse tipo de gente na boa. Modéstia a parte, mas quem lê meus livros, gosta muito. Pelo menos os leitores com quem eu falo gostam. Eu amo a minha profissão e espero, com a ajuda de deus, conquistar mais coisas, melhorar sempre minha escrita e fazer com que meus livros sejam conhecidos e de preferência aceitos pelo grande público.

2) Você tem dois livros publicados: Desabafos de Mulher e A Luta na Libertação. Para aqueles que não conhecem seu trabalho, conte-nos um pouco sobre os dois. 
https://mail-attachment.googleusercontent.com/attachment/?ui=2&ik=17346814f2&view=att&th=1425bd86bc1d602a&attid=0.2&disp=inline&realattid=f_ho003bnp1&safe=1&zw&saduie=AG9B_P9JWeA_EfyYVt3kWa0RnNq0&sadet=1384533321563&sads=yvdnE9N8krTlEPxTxFC-n7XoGLM
Respectivamente, o segundo e o primeiro livro
O primeiro fala de uma cinquentona que está vivendo um momento muito doloroso, que é fazer uma retrospectiva sobre seu duro passado, buscando a cura para suas feridas psicológicas. O segundo conta a história de uma debutante de família muito pobre, que não se conforma com sua modesta vida. Por conta disso, ela acabou entrando num caminho obscuro, que teve consequências bastante graves.

3) Como foi o processo de publicação do seu primeiro livro? Demorou muito a terminá-lo? Foi difícil publicá-lo? 
Foi um processo bem lento. Demorei 10 anos para encontrar uma editora. Demorei três meses para escrever a história, mais um tempão para dar acabamento e definir capa. Sim, foi difícil publicá-lo.

4) Como foi a reação de seus familiares quando você decidiu seguir a carreira de escritora?
Ficaram bastante surpresos. Jamais ninguém nem poderia sonhar que um dia eu fosse me tornar uma escritora. Mas ficaram muito felizes e orgulhosos com essa notícia! Apóiam-me em tudo, especialmente a minha mãe.

5) Tem algum escritor ou escritores, no qual ou nos quais você se inspirou para trilhar nesse caminho? Se sim, em qual ou em quais?
Sim, vários. Mas vou citar apenas três, senão vou ficar muitas horas aqui falando (risos). Os autores que mais me inspiram são Thalita Rebouças, Marcelo Rubens Paiva e Lycia Barros.

6) Como é sua análise sobre o apoio dado a literatura nacional nos dias de hoje? 
O apoio ainda é bem pequeno, comparado ao que os escritores brasileiros merecem e necessitam. Muitas pessoas encaram não somente a literatura, mas também o teatro, os museus, enfim, tudo o que é cultural como luxo de gente rica e algo desnecessário na vida do ser humano. Não é verdade. Tudo o que é cultural faz parte da formação das pessoas. Vejo muitos gastarem muito comliteratura estrangeira e falarem mal dos livros nacionais. Fico arrasada com isso! A literatura brasileira é maravilhosa! Espero, do fundo do meu coração, que essa realidade um dia mude e que as pessoas comecem a valorizar a literatura brasileira e tudo mais da nossa cultura do jeito certo.

7) Para você, quais são as partes mais difíceis de ser escritora? E quais são as partes legais? 
As partes mais complicadas são fazer a divulgação das minhas obras e ter de ouvir críticas de pessoas que nem leem meus livros. Procuro não discutir com elas, evitar polêmicas. Mas é duro ouvir grosserias de boca calada. Não suporto escândalos. Sobre as partes legais, nossa têm muitas! Uma delas é o carinho que recebo dos admiradores do meu trabalho. Ah! Que delícia que é escutar alguém elogiar sinceramente meus livros e perguntarem quando é que vai sair o próximo! Esse ano me aconteceu duas coisas super legais: Dei a minha primeira entrevista filmada para um programa cultural de um canal da internet (que foi um momento delicioso) e dei a minha primeira palestra numa biblioteca de São Paulo. Foi super legal, apesar de terem ido poucas pessoas, o publico interagiu de modo muito bacana comigo!

8) Café, chá ou Coca-Cola?  
Aprecio os três. Mas meu preferido é o chá.

9) Se pudesse morar em um lugar que só existe em livros, qual seria? Hogwarts? Panem? Terra Média? Qual?
Em nenhum dos três. Eu adoraria morar num casarão, desses no estilo arquitetônico dos colégios antigos, cheios de jardins, com dúzias de bibliotecas e todas as pessoas que tem enorme carinho por mim sempre em volta.

10) Que conselho você dá a aqueles que nos acompanham na NOSSOS Romances Adolescentes e que desejam seguir a carreira literária? 
Em primeiro lugar, que tenham coragem de encarar as críticas. Segundo, leiam MUITO e DE TUDO UM POUCO SEMPRE. Terceiro, comece a escrever o quanto antes, nem que sejam contos pequenos e poesias curtas. Tenham em mãos um bom dicionário e livro de gramática. Procure na internet sites e vídeos de dicas para escritores iniciantes (no YouTube está cheio de ótimos vídeos, principalmente da escritora Lycia Barros, que dá ótimas orientações para novos autores). Escrevam com o coração, jamais só visando agradar meio mundo, mas sim, o que vocês acreditam que seja legal. O verdadeiro sempre agrada mais que o artificial, podem ter certeza disso! Busquem apoio das famílias, acreditem em vocês mesmo. Se vocês não acreditarem, ninguém os fará por vocês.

Redes sociais da autora e para conhecer mais suas obras:

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2 comentários:

  1. Não conhecia a autora
    Mas foi bom conhece-la a partir da entrevista
    Estão de parabéns

    Beijos
    @pocketlibro
    http://pocketlibro.blogspot.com

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  2. Muito obrigado por ler a entrevista, Angela!

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